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domingo, 9 de junho de 2013

Teatro - "Lima Barreto, ao terceiro dia"

Com 15 minutos de atraso, entramos no Teatro Dulcina para assistir ao espetáculo "Lima Barreto, ao terceiro dia", aquele que traz Nando Cunha (o "Percoço", de Salve Jorge) no papel principal.

Mas acho que perder o começo não afetou muito o entendimento da peça. Pelo menos eu me emocionei muito! O espetáculo conta a história de 3 dias na vida de Lima Barreto dentro do manicômio (pra onde foi depois de uma forte crise de alucinação), contados a partir de três perspectivas: o tempo real, do escritor já na velhice, vivido por Flavio Bauraqui; o passado, com Lima Barreto aos 30 anos, interpretado por Nando Cunha; e através dos personagens de "Triste Fim de Policarpo Quaresma", uma das maiores obras da nossa literatura. Foi neste livro que o autor mostrou seu lado combativo e revoltado com o Brasil em que vivia. 

O velho Lima Barreto tenta mostrar ao jovem (e, consequentemente, aos personagens) que toda esta ideologia não vai levar a nada, tanta revolta não será reconhecida. Mas o Lima da juventude e o revolucionário Policarpo tentam mostrar suas verdades. 

As atuações são ÓTIMAS, com personagens ao mesmo tempo cômicos e trágicos que, em uma mesma peça, te fazem querer rir e chorar. Além disso, QUE CENÁRIO É AQUELE, Brasil? Lindo de morrer! Muito bem feito, representando uma favela e com um jogo de luzes mostrando o amanhecer e o entardecer de forma simples e linda! A iluminação, aliás, é um dos grandes fatores que mexem com a emoção do público no espetáculo! Tudo muito bem feito e de muito bom gosto.

Outra coisa: eu nunca tinha ido ao Teatro Dulcina (Rua Alcindo Guanabara, quase do lado do Amarelinho) e, por fora, a gente realmente não dá nada por ele. Mas é lindo por dentro, com aquele aspecto de teatro antigo (que eu adoro!). Pena a Cinelândia ser tão vazia aos fins de semana à noite (eu estava com um medo sem fim do lado de fora, ainda mais quando se vai de ônibus!).

O fato é: vale demais a pena, gente! Acompanhem a página de "Lima Barreto, ao terceiro dia" no Facebook pra pegar mais informações

domingo, 28 de abril de 2013

Teatro - "Romeu na Roda"

Depois de taaanto tempo sem ir ao teatro, lá fui eu ver "Romeu na Roda". A escolha da peça se deu por critérios não muito convencionais, como a hora do espetáculo, o local e o nível de beleza dos atores. Mas, enfim, lá estávamos eu e uma amiga no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, pra ver o que o espetáculo poderia nos oferecer em um sábado à noite.

"Romeu na Roda" é uma adaptação para o clássico dos clássicos de Shakespeare, "Romeu e Julieta". Aqui, a briga não é entre os Capuletos e Montecchios, mas sim entre duas "maltas" da capoeira: Nagoas e Guaimus. Na história, Julieta (Daniela Carvalho, que já foi protagonista de Malhação) é trazida de Portugal pelo primo Teobaldo (Felipe Simas, irmão mais novo de Bruno Gissoni e Rodrigo Simas) com a promessa de um bom emprego contra a crise que sua família atravessa em além mar. Somente quando chega ao Brasil ela descobre que, na verdade, seu primo vendeu sua virgindade a um conde. Em meio a tudo isso, Julieta encontra Romeu (Bruno Gissoni) e se apaixona. Mas Romeu e Teobaldo são de maltas rivais, dando início a todo o problema. 

Talvez eu não esteja numa vibe muito "amor eterno, romântico e perfeito", mas acho que não foi só isso que me fez não curtir tanto a peça. A protagonista já não me agradava muito desde sua época de Malhação. Ela é linda, fofa, mas parece que falta algo na interpretação... Outro pequeno grande problema eram as fãs histéricas toda vez que o Bruno Gissoni aparecia. Sim, a gente compreende que ele é um Deus grego e tem o sorriso mais lindo do universo, mas vamos focar na peça, né? Teve um momento em que nem ele aguentou e começou a rir com a "espontaneidade" de uma moça da platéia! hahaha Isso sem contar a dupla do meu lado que dizia "desnecessário", "chega!", pra cada beijo que os protagonistas davam...

O que me agradou mesmo foram os dois personagens de humor: o "capoeirista" vivido por Rael Barja (que ganhou o mesmo concurso no Caldeirão do Huck que o Caio Castro, indo pra Malhação na mesma época) e o travesti vivido por Wendell Bendelack (que faz o Severino em Malhação 2013 e, no fim, viemos a descobrir que ele estava substituindo o ator original, algo que fez muito bem, aliás). É claro que eles foram inseridos no espetáculo para trazer leveza, diante de uma história que, apesar de tudo, é densa e triste. E cumprem seu papel, nos trazendo boas risadas. E pra quem curte capoeira, não preciso dizer que tem muita coisa boa, né?

Gostei também do cenário, feito com sacos e pedaços de madeira, que vão sendo mudados de posição dependendo da cena. Simples e que diz muito, tendo tudo a ver com o assunto e a época em que o espetáculo se passa.

O vídeo abaixo foi gravado na Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra) no ano passado. Por ele, percebi que o elenco de "Romeu na Roda" sofreu algumas baixas e mudanças, mas o mais importante tá aí, pra quem quiser dar uma olhada!


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Teatro - "Translunar Paradise"

"Translunar Paradise" foi minha estreia no Teatro do CCBB. Acreditem, com quase 23 anos de vida e diversas idas ao Centro Cultural Banco do Brasil, nenhuma destas vezes havia sido para assistir a uma peça!

E logo da primeira vez, cheia de ousadia, fui assistir a um espetáculo totalmente mudo, somente com linguagem corporal e o auxílio de um acordeom tocado ao vivo. Claro que eu, super agitada como sou, já estava certa que ia dormir e odiar, mas decidi ir porque ainda acho que vale a pena tentar algo novo, pelo menos pra saber como é...

E graças à Deus eu fui, porque valeu DEMAIS a pena! "Translunar Paradise" traz a história de um homem que perde sua esposa e, durante o espetáculo, busca formas de lidar com esta perda, relembrando fatos do passado. O espetáculo é do grupo inglês Theatre Ad Infinitum e já foi criado com o propósito de ultrapassar fronteiras e circular o mundo, por isso não há falas. A linguagem corporal todos nós somos capazes de entender!

A experiência foi tão boa que já prometi frequentar mais o teatro do CCBB. Os espetáculos são super baratos! Paguei somente TRÊS reais (meia entrada) pra peça de hoje, que tem duração de 1h10.

Segue aí então o serviço:

A peça está em cartaz até o dia 09 de março. De quarta a sexta e domingo, tem sessão às 19h. Já no sábado, tem duas sessões: 18h e 20h30. Como eu já disse, o ingresso custa seis reais. Lembrando que clientes do Banco do Brasil também pagam meia! ;)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Teatro - "A Vingança do Espelho"

O Parque Madureira lançou, na última semana, a Arena Carioca Fernando Torres, onde acontecem apresentações teatrais diversas. Hoje fui assistir "A Vingança do Espelho", que conta a história de Zezé Macedo, uma das maiores humoristas do Brasil. No elenco, atores como Betty Goffman e Mouhamed Harfouch (gatíssimo, aliás! rs).

O espetáculo conta a história desta atriz que veio do interior para tentar a vida na profissão e sempre sofreu preconceitos por ser feia. Atuou sempre em papeis cômicos, mas "A Vingança do Espelho" mostra como os "palhaços" que existem tem também seu lado triste quando deixam o palco ou as câmeras de lado. Como muitas, a história dela é cheia de traumas e momentos tristes, mas que são superados com uma auto-estima pra lá de incrível.

A peça é bem bacana também por nos levar ao passado, no início da TV e do cinema do meio do século XX, com atores como Oscarito. 

"A Vingança do Espelho" não é feita de forma linear e traz a história de uma companhia de teatro que vai encenar a história de Zezé, retratando, não em ordem cronológica, toda sua vida.

Acho que a peça não está mais no grande circuito, mas vale a pena assistir se alguém tiver oportunidade.

domingo, 15 de abril de 2012

Teatro - "Fora do Normal", Stand Up de Fábio Porchat

Stand Up. Hoje em dia é uma profusão que a gente já nem sabe quem é bom nisso ou não. Virou moda fazer este tipo de comédia e tá cheio de gente se achando engraçado. 

Eu sempre acho que há dois tipos de comediantes: aqueles que são ótimos atores (escrevendo ou não seu texto, mas que o representam de forma brilhante) e os que improvisam. Na arte do improviso, não há ninguém melhor que Marcelo Adnet!

E o Fábio Porchat é um cara que é bom nos dois! Já sabia que ele era realmente engraçado por suas participações na TV, como no Esquenta e no Estrelas, em que se pode perceber claramente que ele está sendo espontâneo. E ontem isso se provou no espetáculo "Fora do Normal", que assisti no Teatro Abel, aqui em Niterói. 

Sim, a peça é toda feita de um texto decorado, mas que parece que surgiu na cabeça dele naquele momento (como na maioria dos bons stand-up). A diferença são os momentos de claro improviso, com situações da atualidade mescladas com o que acontecia ali no Teatro. Sensacional unir a situação de pessoas que perderam seu lugar recém-conquistado na platéia com o Emelec, que... bem, veja aqui

Recomendo, recomendo e recomendo! Fábio Porchat fica no Teatro Abel até o dia 29 de abril. Ele ainda está em cartaz no Norte Shopping e no Teatro Leblon. Dá uma conferida lá no site dele! =)

Aí, vai uma participação dele no Jô há pelo menos dois anos, mas as piadas não mudaram. De fato, se percebe que o cara é bom de verdade não pelo texto decorado, mas pelas sacadas de momento. E é aí que o cara merece todo o nosso respeito! ;)