segunda-feira, 6 de maio de 2013

Filme - "Somos Tão Jovens"

Estreia nos cinemas!

Depois que recebemos o Thiago Mendonça lá na MPB FM alguns dias antes da estreia, a vontade de ver este filme só aumentou! Antes da ida ao cinema, porém, li diversas críticas, a maior parte delas negativas, dizendo que o filme ficou aquém do esperado. Mas muitos destes críticos, creio, não leram antes a sinopse e sentiram falta da história da Legião Urbana nas telonas. Sendo assim, desde já vou advertir: o filme se passa dos 13 anos de Renato até o fatídico show da Legião no Circo Voador, com o estrondoso sucesso que a banda começava a ter. 

O objetivo principal é mostrar como se deu o início da criação artística de Renato, todas suas influências musicais e o quanto ele cresceu intelectualmente depois que precisou ficar dois anos trancado em casa por causa de uma doença.

E, em minha humilde e um pouco desentendida opinião, a vida de Renato não é lá essas coisas. Ele é um puta compositor, talvez o melhor que a música brasileira já tenha conhecido, ainda mais quando se leva em consideração o contexto em que cada uma de suas composições foi feita. É, ainda, dono de uma voz incrível, com um timbre diferenciado. Ou seja, artisticamente, é incontestável. Já quando o assunto é a vida pessoal... Não vejo, sinceramente, nada demais. Classe média, bem cuidado pelos pais (que, talvez, possam ter passado demais a mão na cabeça), usou drogas, bebeu demais, cheio de vontades e exageros. Na minha opinião... nada que encha de orgulho.

Mas é claro e evidente que o filme vale muito a pena. Não como exemplo a ser seguido, mas como conhecimento cultural, para entender todo o fenômeno Legião Urbana e o porque de suas músicas serem tão atuais, mesmo quase trinta anos depois.

Com relação aos atores, esses sim merecem todos os aplausos. O Thiago Mendonça (responsável por inúmeros papeis de peso, como Luciano, em "2 Filhos de Francisco") me ganhou na entrevista que deu à MPB FM no dia 29.04. Ele é INCRÍVEL, de uma educação e uma inteligência ímpares.  E sua atuação como Renato Russo realmente impressiona. Tanto pela semelhança física, quanto pelos trejeitos e pela incrível semelhança vocal (descoberta durante as gravações!). O ator que interpreta o Dinho Ouro Preto também tem bastante semelhança física, mas eu realmente amei o intérprete de Herbert Vianna! Incrível como a voz fica IDÊNTICA! Reparem só quando forem assistir (ele não aparece no trailer "/)!



domingo, 28 de abril de 2013

Teatro - "Romeu na Roda"

Depois de taaanto tempo sem ir ao teatro, lá fui eu ver "Romeu na Roda". A escolha da peça se deu por critérios não muito convencionais, como a hora do espetáculo, o local e o nível de beleza dos atores. Mas, enfim, lá estávamos eu e uma amiga no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, pra ver o que o espetáculo poderia nos oferecer em um sábado à noite.

"Romeu na Roda" é uma adaptação para o clássico dos clássicos de Shakespeare, "Romeu e Julieta". Aqui, a briga não é entre os Capuletos e Montecchios, mas sim entre duas "maltas" da capoeira: Nagoas e Guaimus. Na história, Julieta (Daniela Carvalho, que já foi protagonista de Malhação) é trazida de Portugal pelo primo Teobaldo (Felipe Simas, irmão mais novo de Bruno Gissoni e Rodrigo Simas) com a promessa de um bom emprego contra a crise que sua família atravessa em além mar. Somente quando chega ao Brasil ela descobre que, na verdade, seu primo vendeu sua virgindade a um conde. Em meio a tudo isso, Julieta encontra Romeu (Bruno Gissoni) e se apaixona. Mas Romeu e Teobaldo são de maltas rivais, dando início a todo o problema. 

Talvez eu não esteja numa vibe muito "amor eterno, romântico e perfeito", mas acho que não foi só isso que me fez não curtir tanto a peça. A protagonista já não me agradava muito desde sua época de Malhação. Ela é linda, fofa, mas parece que falta algo na interpretação... Outro pequeno grande problema eram as fãs histéricas toda vez que o Bruno Gissoni aparecia. Sim, a gente compreende que ele é um Deus grego e tem o sorriso mais lindo do universo, mas vamos focar na peça, né? Teve um momento em que nem ele aguentou e começou a rir com a "espontaneidade" de uma moça da platéia! hahaha Isso sem contar a dupla do meu lado que dizia "desnecessário", "chega!", pra cada beijo que os protagonistas davam...

O que me agradou mesmo foram os dois personagens de humor: o "capoeirista" vivido por Rael Barja (que ganhou o mesmo concurso no Caldeirão do Huck que o Caio Castro, indo pra Malhação na mesma época) e o travesti vivido por Wendell Bendelack (que faz o Severino em Malhação 2013 e, no fim, viemos a descobrir que ele estava substituindo o ator original, algo que fez muito bem, aliás). É claro que eles foram inseridos no espetáculo para trazer leveza, diante de uma história que, apesar de tudo, é densa e triste. E cumprem seu papel, nos trazendo boas risadas. E pra quem curte capoeira, não preciso dizer que tem muita coisa boa, né?

Gostei também do cenário, feito com sacos e pedaços de madeira, que vão sendo mudados de posição dependendo da cena. Simples e que diz muito, tendo tudo a ver com o assunto e a época em que o espetáculo se passa.

O vídeo abaixo foi gravado na Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra) no ano passado. Por ele, percebi que o elenco de "Romeu na Roda" sofreu algumas baixas e mudanças, mas o mais importante tá aí, pra quem quiser dar uma olhada!


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Filme - "O casamento de Rachel"

Quem disse que só fim de semana tá aí pra vermos filmes? Noites de terça-feira também! rs

Dessa vez o escolhido foi "O casamento de Rachel", que já está no meu armário há um tempão e eu sempre deixava de lado porque estava numa vibe comédias românticas...




Neste filme, Kim (Anne Hathaway) vive uma moça que está internada em uma clínica de reabilitação e sai para ir ao casamento de sua irmã, Rachel. E é aí que a gente percebe muita coisa. A forma como ela é recebida e como se comporta mostra que a vida naquela família nunca foi um mar de rosas e muitos fantasmas do passado ainda estão por ali, vindo a tona e dificultando o relacionamento.

Eu estou longe de entender de cinema ou de formas de filmagem, mas como espectadora, percebi que "O casamento de Rachel" foi gravado com a intenção de parecer mesmo um filme caseiro. Meu olhar treinado por Hollywood estranhou de cara, mas depois a gente se acostuma.

Algo bacana que tem no filme é a trilha sonora do casamento, que passa por diversos ritmos, bem multicultural, até chegar ao nosso samba!!

Como dito em algumas resenhas que li por aí e já percebido por mim enquanto o assistia, "O Casamento de Rachel" mostra exatamente o dia a dia dessa família que vive depois de uma grande perda, que tenta passar por isso muito bem, mas que precisa lembrar de tudo novamente com a chegada de Kym, sem papas na lingua, mas, sim, precisando de muito amor pra superar isso.

domingo, 31 de março de 2013

Filme - "Rock Star"

Post dois dias seguidos! Esse feriado está rendendo, heim?

O filme que acabei de ver foi "Rock Star", de 2001, que tem no elenco Jennifer Aniston e Mark Wahlberg (que vive o personagem principal, Chris Cole).

O longa se passa em meados dos anos 80, e conta a história de Chris, que tem uma banda cover (ou tributo, como ele gosta de dizer), de seus artistas favoritos, os Steel Dragons. Depois de uma crise entre seus amigos, ele é chamado pra ser vocalista da sua banda preferida, quando esta também sofre a perda do cantor original.

E aí começam, talvez, os problemas que chegam perto de muitos de nossos ídolos. Eles são lindos na frente das câmeras e nos palcos, mas não conseguem lidar com a fama e o sucesso. Ter nas mãos tudo que se quer, sempre, pode destruir a vida de qualquer um... Ou não, quando se sabe fazer as escolhas certas.

Outra coisa interessante do filme é perceber como, no fim das contas, um homem não é nada sem uma boa mulher do lado. E eu disse DO LADO. rs

Em "Rock Star", George Clooney é o produtor executivo. Outra curiosidade interessante é que o papel principal foi oferecido pra Brad Pitt, mas acabou ficando com Mark Wahlberg (seria bacana ter visto hoje um filme com o casal Pitt/Aniston...)

Eu não sou das maiores fãs do Rock e, consequentemente, não tenho muitas referências. Mas quem curte vai encontrar muita coisa conhecida nesse filme.

Segue abaixo o trailer: 



sábado, 30 de março de 2013

Filme - "Thérèse"

Ontem, dia de reflexão, Sexta-Feira da Paixão. Dia de aproveitar pra ver filmes inspiradores, pra dar uma renovada na fé, tirar um pouco da ferrugem. 

A escolha foi "Thérèse", que conta a história da vida de Santa Teresinha do Menino Jesus. Ela era francesa, da região de Lisieux, mas o filme foi produzido nos Estados Unidos e dirigido por Leonardo Defilippis. 

Teresinha sempre teve certeza de que queria entrar para o Carmelo e foi até o Papa em busca de autorização para entrar logo na Ordem, mesmo tendo apenas 15 anos. Ela segue o rumo contrários dos santos que erraram muito na vida e só depois descobriram a religião e se entregaram a ela. Teresinha vai pelo caminho da pureza desde sempre, mesmo se julgando extremamente pecadora por causa de atitudes como "pegar o maior pedaço de bolo" na hora do lanche. 

A história toda é muito fora da realidade, pelo menos da minha. E exatamente por isso serve pra que reflitamos sobre o porque de não ser mantida mais aquela inocência que tínhamos. Por que hoje em dia tudo precisa ter o lado da malícia ou do medo? Por que não podemos simplesmente acreditar no outro, acreditar em Deus e ter fé de que, no fim, tudo dá certo?

Eu jamais deixei de acreditar que Ele está lá de cima olhando por mim e guiando cada coisa que acontece na minha vida. E sempre tenho provas disso. Ver o filme só reacendeu um lado que tava apagadinho... ;)

Segue o trailer aí. Tá em inglês e sem legenda... "/


segunda-feira, 25 de março de 2013

Livro - "As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago"

Não sei se comecer a ler a saga pelo livro certo. Sei que o primeiro livro lançado (e também o primeiro filme) é "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", mas "O Sobrinho do Mago" é o primeiro na ordem cronológica, né? Já que está tudo lançado, vamos ler na ordem! rs
 
Mesmo não lembrando direito do primeiro filme, que vi uma vez meio dormindo (e sempre confundo com "A Bússola de Ouro". Acho que os dois tem a mesma atmosfera de neve e bruxa...), "O Sobrinho do Mago" já cumpriu seu papel e revelou muitas coisas que não são explicadas na sequência. Isso porque a obra conta a criação de Nárnia pelo leão Aslam e como começaram as idas e vindas de crianças do nosso mundo até ela. Além disso, é nesse livro que a gente descobre a origem do guarda-roupa que serve de passagem mágica para os irmãos que vão para o outro mundo na sequência da saga. 

O livro é bem curtinho e, como foi o sexto a ser lançado, dá mesmo a impressão de que veio pra dar as explicações que precisavam existir, pra história fazer mais sentido. 

Matérias de 2011 diziam que este seria o próximo livro a ser adaptado para os cinemas, mas até agora acho que nada foi feito, né?

Enfim, livros de fantasia são SEMPRE muito bem vindos, ainda mais pra geração que será pra sempre órfã de Harry Potter!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Teatro - "Translunar Paradise"

"Translunar Paradise" foi minha estreia no Teatro do CCBB. Acreditem, com quase 23 anos de vida e diversas idas ao Centro Cultural Banco do Brasil, nenhuma destas vezes havia sido para assistir a uma peça!

E logo da primeira vez, cheia de ousadia, fui assistir a um espetáculo totalmente mudo, somente com linguagem corporal e o auxílio de um acordeom tocado ao vivo. Claro que eu, super agitada como sou, já estava certa que ia dormir e odiar, mas decidi ir porque ainda acho que vale a pena tentar algo novo, pelo menos pra saber como é...

E graças à Deus eu fui, porque valeu DEMAIS a pena! "Translunar Paradise" traz a história de um homem que perde sua esposa e, durante o espetáculo, busca formas de lidar com esta perda, relembrando fatos do passado. O espetáculo é do grupo inglês Theatre Ad Infinitum e já foi criado com o propósito de ultrapassar fronteiras e circular o mundo, por isso não há falas. A linguagem corporal todos nós somos capazes de entender!

A experiência foi tão boa que já prometi frequentar mais o teatro do CCBB. Os espetáculos são super baratos! Paguei somente TRÊS reais (meia entrada) pra peça de hoje, que tem duração de 1h10.

Segue aí então o serviço:

A peça está em cartaz até o dia 09 de março. De quarta a sexta e domingo, tem sessão às 19h. Já no sábado, tem duas sessões: 18h e 20h30. Como eu já disse, o ingresso custa seis reais. Lembrando que clientes do Banco do Brasil também pagam meia! ;)