sábado, 15 de junho de 2013

Filme - "Uma Manhã Gloriosa"

Sabe aquele filme que vem na hora certa, bem do jeito que você precisava ver? Foi este hoje. Depois de um sábado frustrado (ok, muito por culpa minha e da minha preguiça, mas isso não vem ao caso! rs), coloquei o DVD sem saber se era drama, terror ou comédia, bem ao acaso.

E deu certo! "Uma Manhã Gloriosa" traz a história de Becky Fuller (Rachel McAdams), uma produtora de televisão que foi demitida de seu programa de notícias, mas consegue uma vaga para tentar levantar a moral de outro em uma nova emissora. Pronto, aí começou a minha identificação. Ela precisa sempre do furo de reportagem, tem que lidar com egos e com a decepção diante daqueles que até então eram seus ídolos da profissão. Não, nunca me decepcionei exatamente, mas conheço algumas pessoas muito amadas pelo povo e "não tão queridas" pelos seus companheiros de trabalho... O "monstro sagrado" aqui é vivido por Harrison Ford.

E Becky é beeem "workaholic", o dia inteiro atendendo telefones e ligada no 220V em tudo relacionado a notícias, mundo da comunicação, TV, etc, etc, etc. E, em meio ao caos da necessidade de alavancar a audiência de um programa falido e com todas as adversidades, ela ainda tem que aprender como lidar com um novo amor (algo que não acontece com frequencia na vida dela, diga-se de passagem!). E não é fácil! Mas ela é esforçada ao cubo!

Enfim, me senti ali, no lugar dela, em diversos momentos. Além de tudo que eu disse, ela é tão estabanada e sem jeito! Tão eu! O que tá faltando pra ficarmos iguais é o jornalista/produtor gato e bem sucedido, mas isso é outra história... rsrsrs

Ah, além de Rachel McAdams e do sempre incrível Harrison Ford, Diane Keaton também está muito bem em "Uma Manhã Gloriosa".

OBS: Pesquisando sobre o filme, achei na internet que "Uma Manhã Gloriosa" é dos mesmos roteiristas de "O Diabo Veste Prada". E sabe que, pensando bem, os filmes tem muitas semelhanças? Redação jornalística; funcionário desastrado que se reinventa; chefão muito bom no que faz, mas insuportável, que depois a gente descobre os motivos de serem assim, etc 

Segue então o trailer do Telecine, que encontrei por acaso, com a voz da linda da Isabella Saes (miss you!):

domingo, 9 de junho de 2013

Teatro - "Lima Barreto, ao terceiro dia"

Com 15 minutos de atraso, entramos no Teatro Dulcina para assistir ao espetáculo "Lima Barreto, ao terceiro dia", aquele que traz Nando Cunha (o "Percoço", de Salve Jorge) no papel principal.

Mas acho que perder o começo não afetou muito o entendimento da peça. Pelo menos eu me emocionei muito! O espetáculo conta a história de 3 dias na vida de Lima Barreto dentro do manicômio (pra onde foi depois de uma forte crise de alucinação), contados a partir de três perspectivas: o tempo real, do escritor já na velhice, vivido por Flavio Bauraqui; o passado, com Lima Barreto aos 30 anos, interpretado por Nando Cunha; e através dos personagens de "Triste Fim de Policarpo Quaresma", uma das maiores obras da nossa literatura. Foi neste livro que o autor mostrou seu lado combativo e revoltado com o Brasil em que vivia. 

O velho Lima Barreto tenta mostrar ao jovem (e, consequentemente, aos personagens) que toda esta ideologia não vai levar a nada, tanta revolta não será reconhecida. Mas o Lima da juventude e o revolucionário Policarpo tentam mostrar suas verdades. 

As atuações são ÓTIMAS, com personagens ao mesmo tempo cômicos e trágicos que, em uma mesma peça, te fazem querer rir e chorar. Além disso, QUE CENÁRIO É AQUELE, Brasil? Lindo de morrer! Muito bem feito, representando uma favela e com um jogo de luzes mostrando o amanhecer e o entardecer de forma simples e linda! A iluminação, aliás, é um dos grandes fatores que mexem com a emoção do público no espetáculo! Tudo muito bem feito e de muito bom gosto.

Outra coisa: eu nunca tinha ido ao Teatro Dulcina (Rua Alcindo Guanabara, quase do lado do Amarelinho) e, por fora, a gente realmente não dá nada por ele. Mas é lindo por dentro, com aquele aspecto de teatro antigo (que eu adoro!). Pena a Cinelândia ser tão vazia aos fins de semana à noite (eu estava com um medo sem fim do lado de fora, ainda mais quando se vai de ônibus!).

O fato é: vale demais a pena, gente! Acompanhem a página de "Lima Barreto, ao terceiro dia" no Facebook pra pegar mais informações

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vídeo - "Facebook - The Musical"

A internet é mesmo o máximo! E as pessoas são muito criativas! E eu me divirto demais com isso! rsrsrs

Amei o vídeo que achei hoje, mas agora dá licença que vou chegar meu Facebook!  (Me identifiquei HORRORES! hahaha)


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Filme - "Um Homem de Sorte"

Desta vez, nada de cinema. O filme foi em casa mesmo, debaixo do edredom, com um pouquinho de chocolate. Decidi ver um filme romântico daqueles beem clichês pra curtir a solidão do dia frio! rsrs

O escolhido foi "Um Homem de Sorte", baseado no livro de Nicholas Sparks. Aqui, a história é de Logan Thibault (Zac Efron), um fuzileiro que, em meio a uma batalha, encontra no chão a foto de uma mulher desconhecida. Ele a guarda e passa a cuidá-la como se fosse um talismã, prometendo que, caso sobreviva à guerra, irá encontrar a moça.  E ele passa por inúmeras situações bem tensas. Meses depois, Logan retorna aos Estados Unidos e passa a pesquisar onde ela poderia morar a partir de pistas dadas pela própria foto, apenas com a imagem. Ele a encontra em um canil, onde trabalha juntamente com a avó (Blythe Danner) e vive com o filho pequeno (Riley Thomas Stewart). Logan passa a também trabalhar no canil, sem revelar o verdadeiro motivo pelo qual chegou até ele. (vide Adoro Cinema)

Enfim, este filme é bem mais do mesmo, seguindo a já conhecida linha do Sparks, com uma forte tendência a nos fazer chorar se for a primeira vez que vemos algo baseado em obras dele, mas que depois se tornam previsíveis. (Pra quem não está lembrado, Nicholas Sparks é autor dos livros que deram origens a filmes como "Querido John", "Um Amor pra Recordar" e "Diário de Uma Paixão"). Se a gente for olhar bem, até os posters de todos estes filmes se parecem...

Mesmo assim, é ótimo pra ver sozinha curtindo uma fossa ou um momento de carência. Não, este longa não é recomendado para homens. Exceto se você, querida, quiser fazer ele morrer de raiva de você! A vantagem de ver sozinha, ou com amigas, é poder admirar o físico do Zac Efron sem culpa. Sim, ele está divino!

Como disse uma resenha que encontrei no G1, é incrível a capacidade que Nicholas Sparks tem de se transformar em uma franquia, talvez o único que tenha, até hoje, conseguido em tão larga escala. Isso porque, como também bem disse a resenha, Stephenie Meyer e J. K. Rowling são muito mais conhecidas por seus personagens do que por si próprias.

Se tem uma coisa que eu curti muito foi a trilha sonora. Adorei as canções mais calminhas e as que tem uma pegada meio folk. Segue aí as músicas que mais gostei (e não conhecia!):


Trailer do filme pra quem ficou curioso:


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filme - Faroeste Caboclo

Querem saber de uma coisa? Ir ao cinema sozinha tem se mostrado uma experiência e tanto e eu percebi que tô sabendo mesmo como escolher um bom filme. Desta vez foi "Faroeste Caboclo", que estreou nesta quinta-feira em cinemas de todo o Brasil.

A ordem dos acontecimentos no filme de René Sampaio não é a mesma do clássico de Renato Russo. Além disso, há situações da canção que não foram passadas pra telona, algo no mínimo surpreendente levando-se em consideração que "Faroeste Caboclo", a música, já é um roteiro pronto, completo e perfeito. Mas eu só fui reparar nessas mudanças no fim do filme, quando subiram os créditos e, enfim, a canção tocou. Ou seja: o longa continua sendo incrível! Aliás, essa foi a primeira vez em todos meus poucos 23 anos de idas ao cinema que vi metade do público ficar sentadinho na cadeira por mais de nove minutos, enquanto subiam os créditos, cantarolando... Isso depois de terem aplaudido quando o filme acabou.

Na telona, René Sampaio optou por ser mais shakespeariano e a relação de Maria Lúcia e João de Santo Cristo em muito se assemelha a Romeu e Julieta (Shakespeare tá me perseguindo, só pode!). O romance deles se sobrepõe a questão social do filme que, por sua vez, não é deixada de lado. E facilmente a gente percebe a quantidade de "João de Santo Cristo" que tem espalhados por esse Brasilzão e todos os motivos para eles serem como são, o que já começou a me fazer pensar em todas as questões de direitos humanos e meus pensamentos polêmicos que vão contra o que a maior parte da população pensa, mas não é esse nosso assunto, né?

Com relação a atuação, não há como não destacar o show de Fabrício Boliveira em tela ao encarnar este anti-herói, o personagem que é bandido, traficante, tem tudo pra ser um vilão, mas faz com que a gente torça por ele até o fim, vibrando com cada conquista e aplaudindo cada vez que um de seus oponentes é derrubado.

Isis Valverde é sempre incrível, além de linda, claro. Mesmo com poucas falas, ela mostra a que veio no papel desta filha transgressora de um senador, ainda em época de regime militar, que se entrega, sem medo, às suas vontades e desejos, mesmo que questionáveis.

Outro que merece destaque é Antônio Calloni, brilhante no papel do policial corrupto que provoca a raiva do público (não só por ser "inimigo" de João, mas também por retratar inúmeros outros policiais que até hoje andam por aí fardados sem merecer...), mas que tem tiradas engraçadas, provocando o riso da plateia em certos momentos.

Vale ressaltar ainda que "Faroeste Caboclo" foi o último trabalho de Marcos Paulo, que morreu em novembro de 2012, vítima de um câncer. Ele interpretou Ney, o senador pai de Maria Lúcia.

Segue abaixo o trailer do filme pra quem ainda não viu. VALE DEMAIS IR AO CINEMA! ;)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Filme - "Somos Tão Jovens"

Estreia nos cinemas!

Depois que recebemos o Thiago Mendonça lá na MPB FM alguns dias antes da estreia, a vontade de ver este filme só aumentou! Antes da ida ao cinema, porém, li diversas críticas, a maior parte delas negativas, dizendo que o filme ficou aquém do esperado. Mas muitos destes críticos, creio, não leram antes a sinopse e sentiram falta da história da Legião Urbana nas telonas. Sendo assim, desde já vou advertir: o filme se passa dos 13 anos de Renato até o fatídico show da Legião no Circo Voador, com o estrondoso sucesso que a banda começava a ter. 

O objetivo principal é mostrar como se deu o início da criação artística de Renato, todas suas influências musicais e o quanto ele cresceu intelectualmente depois que precisou ficar dois anos trancado em casa por causa de uma doença.

E, em minha humilde e um pouco desentendida opinião, a vida de Renato não é lá essas coisas. Ele é um puta compositor, talvez o melhor que a música brasileira já tenha conhecido, ainda mais quando se leva em consideração o contexto em que cada uma de suas composições foi feita. É, ainda, dono de uma voz incrível, com um timbre diferenciado. Ou seja, artisticamente, é incontestável. Já quando o assunto é a vida pessoal... Não vejo, sinceramente, nada demais. Classe média, bem cuidado pelos pais (que, talvez, possam ter passado demais a mão na cabeça), usou drogas, bebeu demais, cheio de vontades e exageros. Na minha opinião... nada que encha de orgulho.

Mas é claro e evidente que o filme vale muito a pena. Não como exemplo a ser seguido, mas como conhecimento cultural, para entender todo o fenômeno Legião Urbana e o porque de suas músicas serem tão atuais, mesmo quase trinta anos depois.

Com relação aos atores, esses sim merecem todos os aplausos. O Thiago Mendonça (responsável por inúmeros papeis de peso, como Luciano, em "2 Filhos de Francisco") me ganhou na entrevista que deu à MPB FM no dia 29.04. Ele é INCRÍVEL, de uma educação e uma inteligência ímpares.  E sua atuação como Renato Russo realmente impressiona. Tanto pela semelhança física, quanto pelos trejeitos e pela incrível semelhança vocal (descoberta durante as gravações!). O ator que interpreta o Dinho Ouro Preto também tem bastante semelhança física, mas eu realmente amei o intérprete de Herbert Vianna! Incrível como a voz fica IDÊNTICA! Reparem só quando forem assistir (ele não aparece no trailer "/)!



domingo, 28 de abril de 2013

Teatro - "Romeu na Roda"

Depois de taaanto tempo sem ir ao teatro, lá fui eu ver "Romeu na Roda". A escolha da peça se deu por critérios não muito convencionais, como a hora do espetáculo, o local e o nível de beleza dos atores. Mas, enfim, lá estávamos eu e uma amiga no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, pra ver o que o espetáculo poderia nos oferecer em um sábado à noite.

"Romeu na Roda" é uma adaptação para o clássico dos clássicos de Shakespeare, "Romeu e Julieta". Aqui, a briga não é entre os Capuletos e Montecchios, mas sim entre duas "maltas" da capoeira: Nagoas e Guaimus. Na história, Julieta (Daniela Carvalho, que já foi protagonista de Malhação) é trazida de Portugal pelo primo Teobaldo (Felipe Simas, irmão mais novo de Bruno Gissoni e Rodrigo Simas) com a promessa de um bom emprego contra a crise que sua família atravessa em além mar. Somente quando chega ao Brasil ela descobre que, na verdade, seu primo vendeu sua virgindade a um conde. Em meio a tudo isso, Julieta encontra Romeu (Bruno Gissoni) e se apaixona. Mas Romeu e Teobaldo são de maltas rivais, dando início a todo o problema. 

Talvez eu não esteja numa vibe muito "amor eterno, romântico e perfeito", mas acho que não foi só isso que me fez não curtir tanto a peça. A protagonista já não me agradava muito desde sua época de Malhação. Ela é linda, fofa, mas parece que falta algo na interpretação... Outro pequeno grande problema eram as fãs histéricas toda vez que o Bruno Gissoni aparecia. Sim, a gente compreende que ele é um Deus grego e tem o sorriso mais lindo do universo, mas vamos focar na peça, né? Teve um momento em que nem ele aguentou e começou a rir com a "espontaneidade" de uma moça da platéia! hahaha Isso sem contar a dupla do meu lado que dizia "desnecessário", "chega!", pra cada beijo que os protagonistas davam...

O que me agradou mesmo foram os dois personagens de humor: o "capoeirista" vivido por Rael Barja (que ganhou o mesmo concurso no Caldeirão do Huck que o Caio Castro, indo pra Malhação na mesma época) e o travesti vivido por Wendell Bendelack (que faz o Severino em Malhação 2013 e, no fim, viemos a descobrir que ele estava substituindo o ator original, algo que fez muito bem, aliás). É claro que eles foram inseridos no espetáculo para trazer leveza, diante de uma história que, apesar de tudo, é densa e triste. E cumprem seu papel, nos trazendo boas risadas. E pra quem curte capoeira, não preciso dizer que tem muita coisa boa, né?

Gostei também do cenário, feito com sacos e pedaços de madeira, que vão sendo mudados de posição dependendo da cena. Simples e que diz muito, tendo tudo a ver com o assunto e a época em que o espetáculo se passa.

O vídeo abaixo foi gravado na Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra) no ano passado. Por ele, percebi que o elenco de "Romeu na Roda" sofreu algumas baixas e mudanças, mas o mais importante tá aí, pra quem quiser dar uma olhada!